domingo, 31 de maio de 2015

Vivendo e deixando viver....

Olá meus amores!!!
Saudades...

Bem, faz um tempinho desde minha última postagem...
Tenho recebido muitos emails de amigos me perguntando como está a minha vida após a separação...
O que posso dizer a vocês??
Nós codependentes, temos uma grande dificuldade de praticar o desligamento, mas as vezes é necessário para nossa própria sobrevivência.
É preciso saber a hora de abandonar o barco quando percebemos que estamos afundando junto com ele.
Nos primeiros dias após a separação, a sensação que tive é de estar passando por um período de luto.
O medo, a insegurança e o sentimento de impotência eram devastadores.
As noites eram terríveis, pareciam não ter fim.
Passei noites em claro pensando, pensando e pensando...
A codependencia estava aflorada. Uma sensação de derrota, e perguntas do tipo: ''Onde foi que eu errei?''...Não paravam de martelar minha cabeça.
Me isolei um pouco. Precisei deste tempo para mim, precisava me reencontrar.
Saber quem era eu longe de toda esta minha história de codependencia.
O que me abalou demais, foi saber que meu familiar adicto após a separação, teve uma piora considerável.
Havia me mudado para casa de minha mãe, e como nossa antiga casa ficava a apenas dois quarteirões, era impossível não saber notícias.
Ele finalmente havia chegado ao fundo do poço, e isto me entristecia e me abalava demais.
Me apeguei a tudo que havia aprendido em todos estes anos como uma codependente ''as vezes em recuperação''. Digo as vezes, pois para mim, é impossível você viver serenamente e em recuperação a todo tempo com um adicto na ativa ao seu lado.
Por mais que saibamos o que tem que ser feito para agir com assertividade com nossos familiares adictos, viver em um ambiente quando a pessoa não está em recuperação abala qualquer ser humano.
É visível, mesmo quando ainda estava casada, que progredi muito no estágio de minha doença, mas infelizmente não havia como não ser atingida de alguma forma pela adicção ativa de meu familiar.
Os dias foram passando, e aquela dor que inicialmente parecia que nunca iria ter fim, foi amenizando.
Colocar em prática o que aprendi, era questão de sobrevivência.
Em primeiro lugar coloquei em minha cabeça a questão dos 3 Cs, quando se trata de codependencia.
1- Eu não Causei a doença dele...
2- Eu não sou Culpada por ela....
3- Eu não posso Cura-lo...
Ufa..Foi difícil trabalhar a tal ''Aceitação''. Mas somente assim tirei um peso equivalente a um elefante que havia em minhas costas.
A separação em si, já é complicada em um relacionamento dito ''normal'', em uma relação onde a codependência é aflorada então...
Muitos anos de convivência, cumplicidade, filha, netas...Tudo isto torna mais complicado o desligamento. 
A rotina de minha vida foi mudada drasticamente. Encontrar o meu lugar no mundo me parecia impossível.
Bem, vamos falar do ''HOJE''...
Hoje eu sou a Luciana, uma mulher de 37 anos, que é apaixonada por leituras, adoro fazer amizades, as vezes saio para dançar, me preocupo com minha saúde, minha alimentação, eliminei mais de 35 quilos causados pela depressão, amo viajar, tirar fotos, acampar... Enfim, hoje eu me amo, me valorizo e me coloco em primeiro lugar.
Olhar para mim hoje, e lembrar da Luciana de alguns anos atrás, me causa um certo ''orgulho'' de mim mesma.
Aquela mulher que vivia angustiada, com medo, frustrada, sem amor próprio, que perdia noites e noites de sono e cometia milhões de insanidades na tentativa frustrante de mudar o meu próximo, foi deixando de existir dando lugar a esta Luciana de hoje. A Luciana mais calma, serena, que consegue pensar antes de agir ( as vezes)... Enfim, que não comete mais aquelas insanidades de antes..rsrs
Sei que a vida é um eterno aprendizado.
Ainda tenho muito o que aprender e mudar, mas fico imensamente feliz com o progresso que tive em minha recuperação, e agradeço a cada um de vocês que contribuíram muito para que isso ocorresse. Agradeço a cada puxão de orelha, cada conselho, cada mensagem e até mesmo as críticas que muitas vezes foram construtivas. OBRIGADO.
Bem, hoje não posso ainda ter o prazer, de dizer que meu familiar está em recuperação, mas ele está bem.
Melhorando um pouco a cada dia, está lutando para entrar em recuperação, fico feliz e agradeço a Deus por cada pequeno progresso que ele faz em favor de si mesmo.
Hoje somos amigos, e ele costuma dizer que nos damos melhor agora, do que quando éramos casados.
Sempre que posso, o ajudo na medida do possível, e ele também faz o mesmo por mim.
Estou morando provisóriamente na casa de uma amiga muito querida. Ele está trabalhando e ajudando nossa filha a cuidar de minha ex-cunhada que está doente ainda.
Notei uma grande mudança da parte dele após a nossa separação.
Se tornou uma pessoa mais responsável, menos egoísta e mais serena.
Hoje, posso ver claramente que o adicto infelizmente precisa realmente sentir as perdas para ''querer'' se recuperar.
Hoje posso também enxergar o quanto prejudiquei a recuperação de meu familiar adicto na tentativa de ''controlar'' a doença e tentar muda-lo a todo custo...
A terceira tradição de Narcóticos Anônimos diz : 

''UM ADICTO QUE NÃO QUER PARAR DE USAR, NÃO VAI PARAR DE USAR. PODE SER ANALISADO, ACONSELHADO, PERSUADIDO, PODE-SE ORAR POR ELE, PODE SER AMEAÇADO, SURRADO OU TRANCADO, MAS NÃO VAI PARAR ATÉ QUE QUEIRA PARAR.''

As vezes demoramos muito para entender e aceitar isso, mas quem acompanha meu blog, pode ver claramente que isto é uma grande verdade. A recuperação depende única e exclusivamente do ''querer'' do adicto. Quanto mais rápido aprendermos isso, mais rápido entraremos em recuperação e conseguiremos ajudar com assertividade nossos adictos. 
Hoje meus dias estão mais calmos, felizes, hoje posso verdadeiramente dizer que estou em paz.
Procuro ocupar meu tempo com coisas construtivas e mudei um pouco o foco de minha vida deste assunto, codependencia e adicção.
Fiz amizades maravilhosas e resgatei antigas amizades que antes foram esquecidas por eu estar mais ocupada vivendo a vida de meu ex, que minha própria vida.
Estou recuperando coisas que achei que fossem irrecuperáveis, e estou plenamente feliz por isso.
É obvio que ainda passo por  dias difíceis, afinal as sequelas da codependencia são muitas, mas nada comparado aquela vida sem paz que eu tinha antes.
Ainda não consigo deixar de me preocupar com meu ex, e acho que nunca conseguirei. Acredito que um pouco de preocupação é saudável, faz parte da vida. 
Mas aceito e entendo que não posso muda-lo, e deixo  ele viver com suas escolhas... Isso é viver em recuperação.
O que posso dizer a vocês meus queridos, é que existe vida além da codependencia.
 É possível sim, sermos felizes quando decidimos verdadeiramente cuidarmos de nós, afinal, é impossível ajudarmos alguém, quando não conseguimos nem mesmo mudar nossas vidas.
Hoje eu aprendi que a única pessoa que posso mudar é a mim, e só assim talvez eu consiga com minhas atitudes influenciar indiretamente e ajudar na recuperação do meu próximo.
Bem meus amores, vou terminando esta postagem por aqui, pois está tarde e amanhã tenho que levantar cedo para trabalhar.
Vou deixar o link da minha pagina do Facebook para quem quiser acompanhar:

 https://www.facebook.com/14anoslutandoporumdependentequimico?ref=hl 

Desejo a todos uma semana abençoada por Deus repleta de paz e serenidade.



           AMO TODOS VOCÊS INCONDICIONALMENTE.



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Valeu a pena...

Olá meus queridos!!
Muitas saudades de vocês, deste nosso cantinho... 

Fiquei longe por algum tempo e neste período muitas coisas aconteceram em minha vida, e só agora foi possível vir até aqui relatar à vocês os últimos acontecimentos, confesso que sempre tive medo da separação, lutei com todas as minhas forças, fiz o possível e o impossível para que nossa história terminasse com um final feliz, mas infelizmente tive que abandonar o barco, pois já estava me afundando junto com ele, e com suas escolhas erradas...
Antes de começar a contar o triste desfecho, quero deixar registrado aqui, um poema que me veio a memória neste momento. Na verdade, tem tudo a ver com meus sentimentos, com o que penso e sinto... me identifico demais com ele. Este lindo poema foi escrito pela querida amiga e escritora Giulliana Fischer Fatigatti autora do livro e do blog Valeu a pena..
                
                               EU CONHECI UM ANJO.


Eu conheci um anjo...

Um anjo vindo do céu com alguma missão ainda desconhecida.
Durante o seu percurso de descida do Céu à Terra, esse anjo passou a ficar cada vez mais próximo e ter conhecimento acerca das experiências humanas, a cada nível em que ele descia, algo novo era descoberto e lhe era mostrado, paulatinamente ele descobriu o amor, a bondade, a generosidade, descobriu a beleza, aprendeu a sorrir e a fazer os outros sorrirem, descobriu a alegria na forma mais pura que há e quanto mais ele se aproximava da Terra, mais intensas eram suas emoções e mais próximo das emoções humanas ele ficava, entretanto pouco antes de tocar seus pés na Terra, ele descobriu a dor, a inveja, a angústia, descobriu a fraqueza e suas conseqüências, conheceu a solidão sem nem ao menos tê-la vivenciado, descobriu que havia pessoas ruins, energias ruins e momentos ruins, descobriu os vícios e
seus malefícios, conheceu a sensação vazia que uma decisão errada pode causar, vivenciou o lado mais obscuro do ser humano. Então, finalmente quando esse anjo chegou, ele já era muito mais humano do que anjo, pois, durante o seu percurso de descida, ele havia se familiarizado com as experiências humanas tornando-o praticamente um humano como nós.
Só quem ao seu lado esteve é que fora capaz de reconhecer a sua origem, porque mesmo tendo vivenciado e praticado as situações e atitudes mais horripilantes, ele ainda tinha dentro de si a alma de um anjo, a bondade de um anjo e a inocência de um anjo. Esse anjo vivenciou o terror na Terra, mas aprendi que deveria haver uma explicação para isso e que enquanto a sua alma for a alma de um anjo, haverá sempre uma saída, haverá sempre a possibilidade de um resgate, haverá a possibilidade da nova vida sobre a luz.
É só uma questão de tempo, eu sei que esse anjo encontrará o seu caminho, seguindo a luz que vem do Céu, seguindo a ordem Divina de que ele veio à Terra para ser feliz e não para sofrer.
Eu conheci um anjo e por tudo que vivi, digo que Valeu à Pena.



Bem meus queridos, é isso, foram vinte anos de uma História de amor, cumplicidade, amizade, muitos bons momentos e infelizmente momentos de dor, angústia, sofrimento, dias difíceis enfrentados por causa da progressão da doença de meu ex-marido. Infelizmente quando se tenta de tudo e se esgota todas as possibilidades humanamente falando, também acabam-se nossas forças e com ela nossa esperança de que um dia a situação melhore. Não pensem que estou sendo pessimista, pelo contrário meus queridos, eu fiz o possível e o impossível para que isso nunca tivesse que acontecer. Estou me divorciando do meu marido, mas não desisti do ser humano que ele é, eu o amo e torço por ele, quero vê-lo bem, orarei todas as noites para que Deus o proteja onde quer que ele esteja, acredito que um milagre ainda possa acontecer e eu espero que ele seja feliz, pois ele foi meu único e grande amor, perdi a esperança de que nosso casamento possa se salvar, mas nunca perderei a fé e a esperança de que um dia ele tenha um despertar espiritual e abandone esta vida de sofrimento.
A última recaída foi devastadora, não sou uma pessoa de criar expectativas, sou uma pessoa realista, que tem os pés no chão, aprendi muito sobre a doença ao longo destes anos de convivência. Por este motivo sempre me preparo psicologicamente caso ocorra uma eventual recaída, vivo preparada para isso. Acredito que criei este mecanismo de auto defesa depois de todos estes anos convivendo com a adicção dele. Raramente sou pega de surpresa, dificilmente caio em suas manipulações, mas confesso que desta vez a vida me surpreendeu, sei bem como a doença é progressiva e traiçoeira, e destrói tudo o que encontra pela frente, já passei por centenas de recaídas ao longo destes 20 anos de união, tivemos muitas perdas materiais, perdemos muitos amigos, empregos, mudamos de cidades por diversas vezes, passamos por muitas humilhações... Quem acompanha meu blog sabe da nossa história, de nossas dificuldades e também de nossas superações.
Na segunda feira da semana passada, dia 09/02/2015 descobrimos que a única irmã de meu ex-marido (eles são órfãos de pai e mãe) está gravemente doente, com um quadro gravíssimo de depressão, síndrome do pânico entre outros problemas que ainda não descobrimos o que é, pois marcamos consultas para fazer vários exames e ainda não chegou o dia dela passar. Na quarta feira da semana passada, dia 11/02/2015, ele me pediu que fizesse o favor de ir até a cidade onde a irmã dele morava. A idéia era que enquanto ele ficasse aqui em casa resolvendo problemas pendentes de nosso trabalho,  também levaria a irmã dele ao médico, enquanto eu iria com uma de minhas irmãs até a casa de minha cunhada para vender os poucos móveis que ela tinha na casa e desocupar o imóvel para poder alugar, já que ela não teria mais condições de morar sozinha por causa de seus problemas de saúde, e não teria cabimento  deixar o imóvel abandonado.
Logo na quinta de manhã, minha mãe me mandou uma mensagem desesperada me dizendo que meu ex-marido, havia deixado minha cunhada trancada sozinha dentro do quarto, e  saiu para usar drogas... Como ela está com síndrome do pânico, ela se desesperou tanto ao perceber que ele demorava a voltar, que começou a gritar descontroladamente. Até que os vizinhos preocupados, chamaram  a polícia. Ao todo 8 viaturas que invadiram minha casa, arrombaram a porta e á levaram para fazer um boletim de Ocorrência.
Em seguida levarem ela novamente para casa, e pouco tempo depois meu ex-marido encontrou minha irmã que é adicta na rua e pediu para que ela cuidasse da irmã dele enquanto ele continuaria pelas ruas se drogando.
Nesta mesma noite, antes da polícia ter invadido a minha casa e dele ter deixado a irmã sozinha, ele resolveu convidar todos os ''nóias'' que estavam na biqueira se drogando para ir em nossa casa tomar um banho de piscina, ligou o som altíssimo, incomodou os vizinhos, deve ter feito uma verdadeira orgia dentro de casa... Resultado: quebraram minhas coisas, bagunçaram tudo, sumiram com meus notebooks, celular novo, roupas, etc...
Voltei correndo de São Paulo para tentar  (como se fosse possível)  evitar que ele fizesse mais besteiras...Quando cheguei minha casa estava literalmente destruída, Mas minha irmã, mesmo sendo adicta como ele, estava cuidando de minha cunhada.
Resolvi ir atrás dele, pois ele havia emprestado uma grande quantia de dinheiro do meu padrasto, e havia saído com meu carro, que só deixei com ele para que ele levasse minha cunhada ao médico.
Quando fui procura-lo para buscar meu carro de volta, acabei o encontrando com outra mulher em meu carro completamente bêbado e drogado, ele ainda quis se achar o dono da razão e me tratou com muita arrogância e descaso, me culpando por tudo, e agindo feito um louco totalmente fora de si. Tudo isso, ao lado de minha mãe que presenciou todo o vexame.
Fora toda esta humilhação e tristeza pela qual tive que passar, no dia seguinte o dono da imobiliária me ligou e me chamou para conversarmos com a máxima urgência.
Assunto?  O dono do imóvel onde moramos nos deu o prazo de uma semana para sairmos do imóvel, era de se esperar, depois de toda esta bagunça que meu ex-marido aprontou.
Mesmo assim, não tive coragem de sair da casa no mesmo momento,  pois esperei ele voltar a si para conversarmos sobre a nossa separação e também não teria coragem de deixar a irmã dele sozinha doente com uma pessoa mais doente ainda..Somente Deus para cuidar deles agora.
Muitos amigos me fizeram uma série de perguntas do tipo:
Você se arrepende de ter dedicado 20 anos da sua vida a este homem?
Nossa!! Depois de tudo o que você fez por ele o que mais deve ter doído nisto tudo foram as traições?
Ou foram todas as perdas materiais que vocês tiveram? Ou tudo o que deixaram de conquistar por causa do uso de drogas de seu ex?
Bem meus queridos, são muitas perguntas e não tenho a resposta para todas elas, estas foram as que mais ficaram em evidência...
É claro que dói quando a pessoa que você ama te trai, mente para você, te engana, prejuízos materiais, eu nunca me abalei tanto, pois Deus sempre nos deu forças para trabalhar e conquistarmos tudo novamente. 
O que mais dói não é a traição, taõ pouco as perdas materiais, o que realmente dói é perder alguém que você ama para as drogas, e saber que não se pode fazer nada para mudar isso, aceitar que somos totalmente impotentes, e as escolhas do "outro"não dependem de nós, dói demais.
Se eu tivesse perdido meu marido para uma outra mulher, não me sentiria uma pessoa derrotada, ficaria triste, mas feliz por saber que ele estaria bem, vivo, e feliz...
Enfim, quem realmente ama sempre irá querer ver o bem da pessoa amada independente da situação em que ela esteja vivendo, independente de suas escolhas, quem ama liberta, o amor não é egoísta.  Ele fez uma escolha, eu não consigo mais conviver com esta escolha, por isso o deixo livre.
Eu não me arrependo de ter passado vinte anos de minha vida ao lado dele, com ele tive minha maior riqueza, nossa filha, depois veio nossa netinha, com ele aprendi muitas coisas, com ele aprendi a ser uma pessoa melhor, um ser humano que ama mais o meu próximo, uma pessoa menos egoísta, aprendi a orar, e ter fé em minhas orações, aprendi a ser mais humilde, menos arrogante, aprendi a perdoar, a ter paciência e tolerância com o próximo...
Acredito que tudo nesta vida tenha um propósito, existem pessoas que passam por nossas vidas com o propósito de nos fazerem evoluir como seres humanos.. Pessoas que nos deixam uma lição para toda a vida. 


Eu agradeço a Deus por ter me concedido a bênção de ter permitido por este tempo em minha vida ter convivido com esse Adicto e evoluído como pessoa.
Através de toda esta história conheci também todos vocês amigos e amigas que amo incondicionalmente... 
                                 Obrigado por tudo.

domingo, 11 de janeiro de 2015

É impossível viver sem criar expectativas....

Olá meus queridos!!
Desde minha última postagem aconteceram muitas coisas, infelizmente as novidades não são nada boas.
Quando se fala sobre a convivência com um familiar dependente químico, geralmente ouvimos frases do tipo: ''Viva um dia de cada vez'', ''Só por hoje'', Não crie expectativas...
E realmente se quisermos conseguir que tal convivência suporte as adversidades da doença ''Adicção'', temos que seguir esta linha de raciocínio ao pé da letra.
Geralmente os adictos em sua grande maioria (QUANDO NÃO ESTÃO EM RECUPERAÇÃO) são pessoas desestruturadas emocionalmente, infantis, egoístas, e não sabem lidar com quaisquer tipo de problemas ou frustrações. 
São pessoas que tem uma dificuldade muito grande em administrar seus próprios sentimentos. 
Isso faz com que nós, os codependentes, tenhamos uma vida instável e totalmente desestruturada, e isso nos faz sentirmos totalmente sobrecarregadas. As vezes até mesmo em recuperação, alguns adictos demorar anos para trabalhar estes comportamentos característicos da doença; de uma forma ou de outra, a convivência nunca é fácil.
É muito difícil desapegarmos de uma pessoa de nosso convívio diário, e mais difícil ainda é não permitir que as atitudes tomadas por nossos familiares adictos não nos atinjam ou nos abalem emocionalmente.
Afinal de contas somos seres humanos dotados de sentimentos, não temos uma pedra em lugar do coração.
É muito triste também você ter que viver uma vida inteira sem planejar algo, ou criar expectativas de que um dia a vida possa tomar um rumo diferente e melhorar. Afinal, o que é uma vida sem sonhos??
Vale a pena viver lutando por uma causa que para maioria das pessoas é dada como perdida?
Vale a pena se dedicar tanto, perder amigos, não ter vida social, passar vergonhas e humilhações tudo em nome de um amor? 
Como podem ver, estes dias eu ando muito triste e até mesmo revoltada com a situação que minha vida se encontra.
Todos sabem que fazem 20 anos que sou casada com um adicto, e em todos estes anos passei por tantas adversidades que perdi até a conta.
Chorei muito, me humilhei, fui traída, bati, ameacei, amei, odiei, separei , voltei, internei, abandonei, resgatei, perdoei....
Nestas duas décadas de união, eu posso afirmar categoricamente que fiz de tudo, o possível e o impossível que estava em meu alcance em nome deste amor.
Sim eu o amo, mesmo após todas as coisas tristes que já passei, mas não sou mais apaixonada por ele, acredito que o amor vai além do sexo, amor é muito mais que isso. O amor também é algo espiritual, é claro que gostaria de ter um relacionamento perfeito com meu marido, mas as atitudes dele ao longo destes anos foi matando este desejo em mim. Muitas pessoas podem não entender isso.
O amor que sinto por ele é um amor que tolera a inutilidade do outro, um amor que não espera nada em troca, um amor que apenas quer ver o outro bem, livre da desgraça desta droga. 
Faz muito tempo que não somos um casal, somos casados apenas no papel, mas isso não diminui em nada o respeito que tenho por ele, eu tomei esta decisão a praticamente um ano atrás quando vi que a situação tinha saído do controle. Ele insistia em continuar na negação, tomando suas cervejinhas e tendo suas eventuais recaídas na sua droga de preferência, ou seja vivia na ativa.
Eu comecei perder aquela ''paixão'' que tinha por ele, aquela atração dia após dia foi se acabando.
Acredito que muitas magoas fizeram com que isto ocorresse. Já cheguei muitas vezes desejar do fundo de meu coração, que ele arrumasse uma companheira, uma boa mulher para ser sua esposa e prosseguisse com sua vida sem mim. A única coisa que me importava e ainda me importa, é ver ele bem e longe das drogas.
Não importa se vai ser ao meu lado ou ao lado de outra pessoa. Sempre vou amá-lo. Muitas pessoas podem não entender este amor. Mas este é o amor que sinto por ele.
Hoje eu me sinto cansada, hoje eu não quero criar expectativas , talvez amanhã eu melhore, mas hoje vou viver minha dor, hoje preciso chorar, hoje preciso de um colo, e hoje ele não está aqui...


Quando fizemos o tratamento com a ibogaína, eu estava muito cansada de tantas recaídas e perdas materiais, em 20 anos não construímos praticamente nada, a droga nos levou tudo.
Uma das coisas mais importante que as drogas nos tirou, foi a saúde de nossa filha, que hoje é uma mulher extremamente depressiva e sem alegria nenhuma pela vida.
Sei que errei muito a criando neste ambiente destrutivo, mas estava na época tão adoecida que não sabia o que era codependencia.
Após o tratamento com a ibogaína mais uma vez criamos expectativas de que nossa vida enfim poderia tomar um rumo diferente e que não tivéssemos mais problemas relacionados com as drogas. Sabia que não era a cura, que requeria esforços da parte dele, mas tínhamos muita fé e esperança de que desse certo.
Nós realmente apostamos todas nossas fichas neste tratamento que ajudou muita gente se manter em recuperação.
Infelizmente a alguns dias atrás meu marido optou por uma escolha que considero estupida depois de tudo que já passamos por causa da adiccão.... Ele se sentiu ''curado'' e entrou novamente no auto engano... Achou que poderia tomar uma cervejinha de leve..Bom, eu nem falo nada a respeito. Todos nós estamos cansados de saber o fim desta historia.
Desde então minha casa esta um caos, a sensação de tempos atrás como se um tsunami estivesse passado por aqui levando mais umas vez nossos sonhos e destruindo tudo pela frente.
Apesar de saber que não devemos criar expectativas quando se trata de adicção, estou muito decepcionada, por ter investido um dinheiro que nem tínhamos para pagar este tratamento, para que ele depois de algum tempo não levasse a sério.
Hoje eu me permiti chorar, sofrer, e até me revoltar com esta situação, afinal de contas ninguém é de ferro.
Minha tristeza maior é ver como tudo isso tem afetado minha filha. Ela está realmente muito abalada com tudo que vem ocorrendo, minha irmã também fez o tratamento com a ibogaína e está recaída, mais três pessoas que conheci que fizeram o tratamento também estão na ativa. 
O tratamento com a ibogaína dá excelentes resultados quando o adicto realmente quer parar, caso contrário não surte efeito. Eu ainda acredito que quem quer realmente entrar em recuperação, a ibogaina é uma grande aliada, pois ela realmente tira as fissuras e as crises de abstinência, mas se não houver um tratamento terapêutico para mudar a cabeça do adicto de nada adianta gastar dinheiro com este tratamento.
Hoje estou triste porque meu marido e minha irmã estão pelas ruas, mais uma vez escolheram as drogas, mais uma vez vejo minha filha e minha mãe chorar, é muito triste não saber onde tudo isso vai dar, claro que imaginamos, mas é difícil aceitarmos perder um ente querido por causa da maldita droga.
Fica difícil até saber por onde recomeçar, como ajudar alguém nestas circunstâncias?

Estou providenciando um apartamento para minha filha e minha neta morar, para que tudo isso não acabe afetando ainda mais a vida delas, tenho que tira-las do olho do furacão, afinal de contas elas não podem pagar um preço tão alto por minhas escolhas, afinal de contas quem casou fui eu, e se ainda estou aqui é porque eu que escolhi assim. Elas não podem, e não tem que sofrer mais nada por consequência da adicção de meu marido. Eu cheguei a conclusão que se alguém está disposto a conviver com um adicto tem que aceitar que esta doença é incurável e também entender que possíveis recaídas possam ocorrer ao longo da vida. É obvio que só irei ajuda-lo se eu ver que ele esta disposto a se reerguer e se recuperar novamente, pois nada posso fazer por ele se ''ELE'' não quiser. Apesar de ter aprendido muita coisa sobre a doença e recuperação, não tem como não ficar triste com todo este pesadelo acontecendo novamente em minha vida. Pensei muitas coisas, até mesmo em desistir, jogar tudo para alto e seguir com minha vida, mas algo em meu coração ainda diz para eu ficar mais um pouquinho, nem que seja para que eu o veja bem antes de ir embora. Tudo isso deve ter algum propósito. Hoje recebi uma mensagem no face que me fez refletir... ''Os vencedores não desistem, os que desistem nunca serão vencedores''
Bem meus amigos queridos, espero que me perdoem por meu desabafo, hoje está sendo um dia triste, difícil, mas tenho fé que amanhã tudo pode se renovar , afinal de contas é Só por hoje né?? 
O AMANHÃ PERTENCE A DEUS!!!
AMO TODOS VOCÊS...BEIJOS NO CORAÇÃO


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

IBOGAÍNA X RECAÍDA....


Infelizmente as notícias não são boas...
Quando criei este blog, foi como propósito de dividir com vocês a realidade da minha convivência com meus familiares adictos.
Gostaria muito de apenas relatar notícias boas neste espaço, porém, neste momento esta não é a nossa realidade. A vida é feita de altos e baixos...Hoje estamos tristes, mas amanhã é um novo dia. Dor partilhada é dor diminuída. Ainda bem que tenho vocês, que me dão forças e esperanças de continuar vivendo o meu ''só por hoje''... Obrigado!!
Bem, vamos aos tristes fatos...
Minha irmã, infelizmente teve uma recaída.
Não havia completado nem 60 dias que ela havia feito o tratamento com a Ibogaína e recaiu.
É obvio, que minha mãe está desolada. Afinal de contas, em nossas cabeças cansadas de tanto sofrer por conta da adicção de nossos entes queridos, a Ibogaína é como se fosse uma ''ultima tentativa''...
Minha irmã, já demostrava sinais visíveis de que estava prestes a recaír. Após as sessões com a ibogaína, a clínica onde fizemos o tratamento nos passaram uma dieta para fazermos para nossos adictos com algumas restrições, como por exemplo; bebidas estimulantes como, café, energéticos, refrigerantes, frutas cítricas, molhos de tomate, etc.
Minha irmã desde o início não seguiu a dieta, tomou refrigerantes, comeu comidas que continham molho de tomate, e nos últimos dias até  cerveja começou a tomar.
Sabemos que o tratamento com a ibogaína não é a cura da adicção, e tão pouco uma espécie de milagre. Os resultados do tratamento são animadores, pois temos até 80% de chances de recuperação, mas 20% depende do adicto ''querer''. Se a pessoa que vai fazer o tratamento não estiver disposta a levar realmente a sério o tratamento, de nada adianta o familiar investir o dinheiro em um tratamento  relativamente caro, pois não vai obter bons resultados. Todo tratamento é preciso da colaboração do paciente para obter os resultados necessários, com a ibogaína não seria diferente.
A ibogaína tira os sintomas de abstinência e da fissura, porém, não muda o comportamento do adicto, e sabemos bem que se não houver uma mudança de comportamento as chances de uma recaída são enormes.
Gostaria também de alertar os familiares que em hipótese alguma, o adicto deve fazer o uso de bebidas alcoólicas nem mesmo com o pretexto de ''beber socialmente''.
O álcool definitivamente dispara o gatilho para o uso de outras drogas.
Como especialistas dizem que a ibogaína da uma espécie de ''reset'' no cérebro do adicto e o faz esquecer o tempo de uso voltando a ter a mesma vida de antes das drogas, muitos se iludem achando que podem ter o controle sobre a bebida e insistem em beber socialmente.
Isto é IMPOSSIVEL...Se o adicto voltar aos velhos hábitos, fatalmente voltará a ter a mesma vida de antes.
Todos os casos de pessoas que recaíram após a ibogaína que tive conhecimento, foi de pessoas que insistiram em beber achando que conseguiriam ter o controle sobre a bebida. A regra é ''Evite a primeira dose''.
A adicção é, e sempre será uma doença compulsiva. O adicto nunca terá o controle sobre o uso de qualquer tipo de droga. Isto esta mais do que comprovado meus amigos.
Infelizmente existem muitas pessoas agindo de má fé, prometendo milagres e a cura definitiva com o tratamento da ibogaína, pesquisem muito antes de decidirem fazer o tratamento. Como já ressaltei em posts anteriores, não façam o uso da ibogaína em casa, de nada adianta comprarem a ibogaína pela internet para o adicto tomar em casa, pois é muito arriscado, e o tratamento tem que ser feito acompanhado por pessoas especializadas e capacitadas para isso.
Tenho recebido alguns e-mails de pessoas que levaram golpes de clínicas que fizeram o tratamento com a ibogaína e logo em seguida recaíram, e quando os familiares foram procurar algum suporte nas tais ''clínicas'', as mesmas já estavam fechadas, ou seja aplicaram o golpe e fugiram com o dinheiro dos pacientes ibogaínados.  Uma destas clínicas golpistas ficava na cidade de Santa Isabel, no vale do paraíba. Tomem muito cuidado com estas pessoas que só pensam em explorar o familiar em momento de desespero.
Mais uma vez quero ressaltar, que não são todas as clínicas que são autorizadas a fazer este tipo de tratamento, por isso pesquisem muito antes de tomarem a decisão, busquem referências.
Infelizmente, ainda existem poucos lugares que fazem este tratamento com seriedade.
Após o tratamento com a ibogaína, é necessário que o adicto continue fazendo terapias periodicamente, para que o tratamento obtenha o resultado desejado, não é apenas fazer as sessões com a ibogaína, tem que ter um acompanhamento com especialistas para se tratar o comportamento adictivo. A pessoa tem que se conscientizar de que deve evitar lugares, pessoas e comportamentos da época da ativa. Recomenda-se a pratica de exercícios físicos, participar de grupos de ajuda, e buscar uma espiritualidade. Apenas desta forma o tratamento obterá bons resultados.
Como vocês podem notar, não existe milagre, tudo depende da boa vontade e do esforço do adicto de se manter em recuperação, a ibogaína é apenas uma ferramenta de ajuda no auxílio a recuperação do dependente químico.
Vamos orar para que minha irmã tenha um despertar espiritual e entre de fato em recuperação, vamos tentar conscientiza-la a fazer uma aplicação extra de ibogaína, na esperança de que desta vez ela leve a sério a sua recuperação. Infelizmente não está em nossas mãos, depende somente dela. Nós a amamos, e queremos muito vê-la bem, e em recuperação.
Estamos tristes com o fato, mas não perdemos a fé de que amanhã possa ser um dia melhor que hoje... Vamos vivendo um dia de cada vez com a ajuda do nosso Amantíssimo Deus.



Se quiserem falar comigo a respeito do tratamento com a ibogaína, me contatem através do e-mail:
lucianamarcelin@gmail.com
ou mandem mensagens diretamente na minha pagina do face: https://www.facebook.com/14anoslutandoporumdependentequimico?ref=aymt_homepage_panel.
 
Muita paz e serenidade a todos nós...AMO CADA UM DE VOCÊS INCONDICIONALMENTE.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sobre a Ibogaína

Boa noite amigos!!
Tenho recebido alguns emails de pessoas com duvidas sobre o tratamento com a ibogaína, por isso irei postar novamente as informações que pesquisei um tempo atrás sobre a Ibogaína.
Para quem quiser mais informações sobre o local onde meu marido fez o tratamento e os custos me mandem um email para : lucianamarcelin@gmail.com ou me mandem mensagem pelo face...(link na lateral do blog)

SOBRE A IBOGAÍNA....


Bom dia meus queridos amigos, espero que todos esteja em paz e na mais perfeita serenidade com suas famílias...
Aqui em casa tudo bem, andei passando por problemas sérios com minha filha por causa da depressão, o adicto de minha convivência está trabalhando e não teve recaídas na sua droga de preferencia faz um tempinho...(parei de contar) Pois ele não se encontra em recuperação...Continua insistindo na ''cervejinha''...
Então quando realmente ele estiver limpo, começo contar seus dias de sobriedade.
Devido a correria e os problemas com minha filha, tenho tido pouco tempo de postar aqui no blog e de responder a todos emails que tenho recebido...Tenham um pouco de paciência comigo que vou respondendo na medida do possível
Hoje vou falar sobre um assunto que muitas pessoas estão em duvidas, o lado positivo e negativo do tratamento com a Ibogaína..Tenho recebido muitos emails e mensagens me perguntando sobre isso.
O meu familiar adicto não fez este tratamento devido ao alto custo, mas ele sempre teve o desejo de fazer devido aos emails que recebo falando dos resultados positivos de muitas pessoas que fizeram este tratamento.
Pesquisei um pouco sobre o assunto na internet e vou colocar alguns textos pra vocês conhecerem melhor a Ibogaína...
                           DESMITIFICANDO A IBOGAÍNA

Muito se tem falado a respeito da Ibogaína aqui no Brasil nos últimos tempos... bem e mal, com discussões apaixonadas, e, às vezes, desprovidas de cunho científico e repletas de preconceito.
Para quem não sabe, Ibogaína é uma substância extraída da planta Tabernanthe iboga, originária do Gabão, e planta sagrada utilizada nos rituais da religião Bwiti, religião e rituais estes existentes desde a pré-história. Em 1962 Howard Lotsof, na época dependente de heroína, descobriu que uma única dose de Ibogaína foi suficiente para curar a dependência sua e de alguns amigos. A partir daí surgiu com força uma rede internacional de provedores de tratamentos para dependência em todo o mundo, alguns oficiais, outros underground. Desde essa época até hoje cerca de 15.000 pessoas já fizeram o uso médico da substância, com resultados, em sua maioria, muito bons. Realmente os efeitos são surpreendentes, e, em muitos casos, ocorre uma melhora do quadro de dependência significativa, em apenas 24 horas.
Como tudo que é diferente, e como tudo que é inovador, existem também em relação à Ibogaína controvérsias e dúvidas, que tem origem na desinformação e no preconceito, e algumas vezes também em interesses econômicos. Este texto visa esclarecer as dúvidas e orientar as pessoas sobre o assunto. É interessante o fato de que a maioria das pessoas que é contra esse tratamento, não sabe absolutamente nada a respeito, mesmo alguns sendo renomados profissionais da área. É o estilo “não li e não gostei”. Na área da dependência química no Brasil, alguns egos são imensos.
Sempre que se fala de Ibogaína, cita-se o fato de a mesma ser proibida nos Estados Unidos e em mais 3 ou 4 países, sendo em todos os outros (inclusive no Brasil) isso não ocorre. Pelo contrário, o Brasil é um dos pioneiros nesse tratamento e os profissionais envolvidos, apesar de pouco conhecidos aqui, têm reconhecimento internacional. Essa proibição da Ibogaína em poucos países deve-se à desinformação e a interesses econômicos e políticos.
Primeiramente, essa medicação não interessa à grande indústria farmacêutica, visto ser derivada de plantas, com a patente de 1962 já expirada, tendo, portanto, um baixo potencial de lucro.
Alem disso, em muitos locais, o preconceito contra os dependentes faz com que eles sejam vistos como pessoas que não merecem serem tratadas e sim presas ou escorraçadas. Assim sendo, o fato da Ibogaína ter sido descoberta por um dependente químico, para algumas pessoas, já a desqualifica.
Fora isso, o falso conceito de que a planta é alucinógena, gera uma quase histeria em determinados profissionais da área, que mal informados, com má vontade, e baseados em informações conflitantes pinçadas na internet, repassam informações errôneas adiante. A Ibogaína não é exatamente alucinógena, é onirofrênica, (Naranjo, 1974; Goutarel, Gollnhofer, and Sillans 1993), ou talvez seja melhor dizer, remogênica, ela estimula a mente de maneira a fazer com que o cérebro sonhe, mesmo com a pessoa acordada. Isso é comprovado por inúmeros estudos ao redor do mundo, mas é fácil confirmar, basta fazer um eletroencefalograma (EEG) durante o efeito da substância pra se ver que o padrão que vai aparecer é o do sono REM, não de alucinações. Alem disso, a ibogaína não se liga ao receptor 5HT 2a, o alvo clássico de alucinógenos como LSD, por exemplo.
Outra crítica relacionada à Ibogaína, que é sempre citada, são as até agora 14 mortes que ocorreram, em 48 anos, como comentado acima, em cerca de 15000 tratamentos realizados. Isso dá menos de 1 fatalidade em cada 1000 tratamentos, número muito menor por exemplo do que as fatalidades provocadas por metadona, que é outra substância utilizada no tratamento da adicção, e que é de 1 fatalidade para cada 350 tratamentos.
O detalhe, sempre deixado de lado pelos detratores da Ibogaína, é que em todos os casos de fatalidades registrados, comprovadamente se detectou o uso sub-reptício concomitante de heroína, cocaína e/ou álcool, confirmado por necropsia, o que nos leva à conclusão de que não existem fatalidades relacionadas à Ibogaína e sim à heroína/cocaína/álcool e à mistura dessas substâncias... além disso, poucas coisas no mundo são mais mortais do que usar drogas.. isso sim é perigoso.
Mais outra crítica é sobre o uso em humanos, sendo que no Gabão, há 5000 anos humanos já usam a substância em seus rituais, sem problemas. Já foram feitos vários trabalhos científicos, por cientistas renomados, que comprovam a baixa toxicidade e a segurança do tratamento, desde que feito dentro dos protocolos.
A taxa média de eficácia da Ibogaína para tratamento da dependência de crack é de 70 a 80%, que é altíssima, principalmente se lembrarmos que, além de ser uma doença gravíssima, as taxas de sucesso dos tratamentos tradicionais é de 5%. Incrivelmente, essa taxa de 80% também é alvo de críticas... Porque não são 100%, eles dizem? Já que é tão bom, porque não cura todo mundo? Ora, nenhum tratamento médico é 100%, existem variáveis ponderáveis e imponderáveis que influenciam a evolução dos pacientes, como motivação, características individuais de cada paciente, preparação adequada, com psicoterapia pré e pós tratamento de alto nível, tudo isso faz com que haja variações na eficácia. O fato é que a Ibogaína é hoje, de longe, o tratamento mais eficaz contra a dependência que se tem notícia, em toda a história da humanidade. Feito com os cuidados necessários, é seguro, eficaz, e não existem relatos de seqüelas, nem físicas, nem psicológicas.
Assim sendo, pessoas que vivem da cronicidade da doença, para as quais não interessa que haja cura e sim perpetuação do quadro, e assim, indiretamente, perpetuação dos lucros, se insurgem contra ela.
Em toda a história da humanidade, as inovações, as mudanças de paradigma, sempre foram combatidas.
E apenas mais um detalhe: as outras opções de tratamento, são bastante ineficazes, para que se possa dar ao luxo de não dar à ibogaína a atenção que ela merece.



Muito se tem falado a respeito da Ibogaína aqui no Brasil nos últimos tempos... bem e mal, com discussões apaixonadas, e, às vezes, desprovidas de cunho científico e repletas de preconceito.
Para quem não sabe, Ibogaína é uma substância extraída da planta Tabernanthe iboga, originária do Gabão, e planta sagrada utilizada nos rituais da religião Bwiti, religião e rituais estes existentes desde a pré-história. Em 1962 Howard Lotsof, na época dependente de heroína, descobriu que uma única dose de Ibogaína foi suficiente para curar a dependência sua e de alguns amigos. A partir daí surgiu com força uma rede internacional de provedores de tratamentos para dependência em todo o mundo, alguns oficiais, outros underground. Desde essa época até hoje cerca de 15.000 pessoas já fizeram o uso médico da substância, com resultados, em sua maioria, muito bons. Realmente os efeitos são surpreendentes, e, em muitos casos, ocorre uma melhora do quadro de dependência significativa, em apenas 24 horas.
Como tudo que é diferente, e como tudo que é inovador, existem também em relação à Ibogaína controvérsias e dúvidas, que tem origem na desinformação e no preconceito, e algumas vezes também em interesses econômicos. Este texto visa esclarecer as dúvidas e orientar as pessoas sobre o assunto. É interessante o fato de que a maioria das pessoas que é contra esse tratamento, não sabe absolutamente nada a respeito, mesmo alguns sendo renomados profissionais da área. É o estilo “não li e não gostei”. Na área da dependência química no Brasil, alguns egos são imensos.
Sempre que se fala de Ibogaína, cita-se o fato de a mesma ser proibida nos Estados Unidos e em mais 3 ou 4 países, sendo em todos os outros (inclusive no Brasil) isso não ocorre. Pelo contrário, o Brasil é um dos pioneiros nesse tratamento e os profissionais envolvidos, apesar de pouco conhecidos aqui, têm reconhecimento internacional. Essa proibição da Ibogaína em poucos países deve-se à desinformação e a interesses econômicos e políticos.
Primeiramente, essa medicação não interessa à grande indústria farmacêutica, visto ser derivada de plantas, com a patente de 1962 já expirada, tendo, portanto, um baixo potencial de lucro.
Alem disso, em muitos locais, o preconceito contra os dependentes faz com que eles sejam vistos como pessoas que não merecem serem tratadas e sim presas ou escorraçadas. Assim sendo, o fato da Ibogaína ter sido descoberta por um dependente químico, para algumas pessoas, já a desqualifica.
Fora isso, o falso conceito de que a planta é alucinógena, gera uma quase histeria em determinados profissionais da área, que mal informados, com má vontade, e baseados em informações conflitantes pinçadas na internet, repassam informações errôneas adiante. A Ibogaína não é exatamente alucinógena, é onirofrênica, (Naranjo, 1974; Goutarel, Gollnhofer, and Sillans 1993), ou talvez seja melhor dizer, remogênica, ela estimula a mente de maneira a fazer com que o cérebro sonhe, mesmo com a pessoa acordada. Isso é comprovado por inúmeros estudos ao redor do mundo, mas é fácil confirmar, basta fazer um eletroencefalograma (EEG) durante o efeito da substância pra se ver que o padrão que vai aparecer é o do sono REM, não de alucinações. Alem disso, a ibogaína não se liga ao receptor 5HT 2a, o alvo clássico de alucinógenos como LSD, por exemplo.
Outra crítica relacionada à Ibogaína, que é sempre citada, são as até agora 14 mortes que ocorreram, em 48 anos, como comentado acima, em cerca de 15000 tratamentos realizados. Isso dá menos de 1 fatalidade em cada 1000 tratamentos, número muito menor por exemplo do que as fatalidades provocadas por metadona, que é outra substância utilizada no tratamento da adicção, e que é de 1 fatalidade para cada 350 tratamentos.
O detalhe, sempre deixado de lado pelos detratores da Ibogaína, é que em todos os casos de fatalidades registrados, comprovadamente se detectou o uso sub-reptício concomitante de heroína, cocaína e/ou álcool, confirmado por necropsia, o que nos leva à conclusão de que não existem fatalidades relacionadas à Ibogaína e sim à heroína/cocaína/álcool e à mistura dessas substâncias... além disso, poucas coisas no mundo são mais mortais do que usar drogas.. isso sim é perigoso.
Mais outra crítica é sobre o uso em humanos, sendo que no Gabão, há 5000 anos humanos já usam a substância em seus rituais, sem problemas. Já foram feitos vários trabalhos científicos, por cientistas renomados, que comprovam a baixa toxicidade e a segurança do tratamento, desde que feito dentro dos protocolos.
A taxa média de eficácia da Ibogaína para tratamento da dependência de crack é de 70 a 80%, que é altíssima, principalmente se lembrarmos que, além de ser uma doença gravíssima, as taxas de sucesso dos tratamentos tradicionais é de 5%. Incrivelmente, essa taxa de 80% também é alvo de críticas... Porque não são 100%, eles dizem? Já que é tão bom, porque não cura todo mundo? Ora, nenhum tratamento médico é 100%, existem variáveis ponderáveis e imponderáveis que influenciam a evolução dos pacientes, como motivação, características individuais de cada paciente, preparação adequada, com psicoterapia pré e pós tratamento de alto nível, tudo isso faz com que haja variações na eficácia. O fato é que a Ibogaína é hoje, de longe, o tratamento mais eficaz contra a dependência que se tem notícia, em toda a história da humanidade. Feito com os cuidados necessários, é seguro, eficaz, e não existem relatos de seqüelas, nem físicas, nem psicológicas.
Assim sendo, pessoas que vivem da cronicidade da doença, para as quais não interessa que haja cura e sim perpetuação do quadro, e assim, indiretamente, perpetuação dos lucros, se insurgem contra ela.
Em toda a história da humanidade, as inovações, as mudanças de paradigma, sempre foram combatidas.
E apenas mais um detalhe: as outras opções de tratamento, são bastante ineficazes, para que se possa dar ao luxo de não dar à ibogaína a atenção que ela merece.



Ibogaina foi efetivo em reduzir os sintomas de abstinência. Pacientes que usaram ibogaina descreveram significante diminuição na vontade de usar ópio ou cocaina durante a desintoxicação. Essas pesquisas questionaram especificos aspectos de vontade de usar droga, também pensamentos em usar drogas e planos de usar drogas. Essas medidas relataram grande diminuição no vicio dos usuários em relação à cocaína e ópio, pacientes relataram que a dose de ibogaina cortou a vontade do uso da droga de dias para meses após o tratamento.
Depressão, ansiedade e agonia são partes dos sintomas de abstinência que frequentemente levam a uma recaída durante a desintoxicação. Sintomas pós-abstinência são causados pela adaptação física e distúrbios nos neurotransmissores, e também são causados por hiperexcitabilidade emexpecificas zonas neurológicas, resultados do uso da droga por muito tempo. Ibogaina foi efetivo em aliviar a depressão e ansiedade, diminuir a hostilidade e aumentar o vigor. Ibogaina promove apreciável diminuição no sintomas de ambos, pós e durante a abstinência.





Desde quando criei o blog, recebi centenas de emails de pessoas querendo saber mais sobre este tratamento com a Iboga...
Também recebi diversos emails de pessoas que fizeram este tratamento e obtiveram excelentes resultados.
Como sabemos que a adicção é uma doença comportamental, o tratamento não faz milagres, está é a minha opinião, o grande segredo da recuperação vem do ''querer'' do adicto, este tratamento tira a fissura, o incontrolável desejo de usar drogas e ansiedade, características do adicto. Mas ainda tem que se tratar o comportamento, por isso na minha opinião o ideal seria que mesmo com o tratamento da ibogaína o adicto, continue aqui fora frequentando reuniões e mantendo o foco em sua recuperação, evitando pessoas, lugares que o levem novamente ao uso.






Diogo Nascimento Busse, 28 anos, era usuário de drogas. Du­­rante 13 anos, a vida dele foi semelhante à de outros usuários: mesmo estudando e trabalhando normalmente, passava dias fora de casa e chegou a sofrer alguns acidentes. Tentou inúmeros tratamentos psiquiátricos, psicológicos, medicamentos e internações. Nada deu resultado. Sem saída, mas com esperança de largar a dependência, há dois anos e meio, a curiosidade empurrou Busse para uma substância pouco conhecida no Brasil: a ibogaína.

Substância extraída da raiz da iboga, arbusto encontrado em países africanos, a ibogaína é usada para fins terapêuticos no país há dez anos, por uma única clínica, com sede em Curitiba. Nesse período, 130 usuários de drogas usaram o medicamento, Diogo foi um deles. Há dois anos e meio livre do crack, o advogado e professor universitário conta como foi a experiência. “Foi um renascimento. Foi uma viagem espiritual, de autoconhecimento, expandiu meus horizontes. É inexplicável. Hoje eu analiso o passado e não tenho lembranças positivas daquele tempo”, diz.
De acordo com o médico gastroenterologista da clínica Bruno Daniel Rasmussen Chaves, a ibogaína produz uma grande quantidade do hormônio GDNF, que estimula a criação de conexões neuronais, o que ajuda o paciente a perder a vontade de usar drogas. A ibogaína, segundo ele, também produz serotonina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer. A droga é processada na Inglaterra e vendida em forma de cápsulas. O preço de uma unidade, quantidade suficiente para o tratamento, gira em torno de R$ 7 mil reais.
Não é um milagre As imagens que as pessoas enxergam enquanto estão sob o efeito da droga, segundo o médico, são sonhos. “Não se trata de alucinações, a ibogaína não é alucinógena. É como sonhar de olhos abertos, só que durante muito tempo. Durante o sono temos apenas cinco minutos de sonhos a cada duas horas. Com a ibogaína são 12 horas”, explica Chaves.
Mesmo que os resultados sejam animadores – a taxa de recaída entre os usuários da ibogaína gira em torno de 15%, enquanto nos tratamentos convencionais varia entre 60% e 70% – a substância não é um milagre e nem faz tudo sozinha. De acordo com a psicóloga Cleuza Canan, que há mais de 30 anos trabalha com dependência química, os pacientes passam por três fases. “Avaliamos clinicamente e psiquicamente o paciente. Existe uma fase de desintoxicação. São necessários 60 dias de abstinência para o paciente ir para a ibogaína. Depois que ele toma, começa uma fase que consiste na reorganização e readaptação, com terapia individual e de grupo”, afirma.
A reportagem Gazeta do Povo conversou com ex-usuários de drogas que recorreram à ibogaína. Eles foram unânimes em afirmar que, depois de tomar a substância, nunca mais tiveram vontade de se drogar. “Eu nunca mais tive vontade. Aquela fissura desapareceu. A droga é apenas uma lembrança, nada mais que isso”, diz um paciente que não quis se identificar. Segundo Cleuza, a recaída só é possível se o paciente mantiver os mesmos hábitos. “Se ele frequentar os mesmos lugares, conviver com os mesmos amigos, achar que está imune”, explica.

Algumas clínicas públicas e evangélicas


Olá meus queridos!!!
Estou repassando este post que achei no Blog da Darléa Zacharias, pois recebo muitos emails de pessoas me perguntando sobre vagas em clínicas públicas e evangélicas, confesso que não tenho muito conhecimento nesta área...
Espero que a informação possa ajudar alguém que esteja precisando internar seu ente querido... Paz e serenidade a todos.


Oi, gente! Eu sei como é a peregrinação para internar um ente querido, por que já passei por este pesadelo. Por isso, depois de muito ponderar, resolvi postar algumas opções por aqui.
Não estou endossando nenhuma delas. Por isso, pesquisem bem antes de recorrer aos serviços oferecido pelas mesmas.
Um abraço e boa sorte. Vamos precisar!

CEAD - Conselho Estadual Anti-Drogas
Telefone: 3399-1319 (segunda a sexta, das 9 às 17h).
Endereço: Rua Fonseca Teles, 121, 30° andar - São Cristóvão.
(próximo ao Largo da Cancela)

Clínica Michelle Silveira de Moraes (Estadual)
Telefones: 3395-3722.
Endereço: Estrada Reta do Rio Grande, 1300 - Santa Cruz - RJ.
Clínica Ricardo Iberê Gilson
Telefones: (24) 2471-5993 e (24) 2471-5667.
Endereço: Rua Barão de Santa Mônica, 115 - Barão Juparanã - Valença - RJ.

CREDEQ - Centro de Recuperação para Dependentes Químicos
Contato: Nélson José de Almeida.
Telefones: 3403-6796 e 3108-5816.
Endereço: Estrada do Campinho, 4700 - Campo Grande - RJ.
UTAD - Unidade de Tratamento de Álcool e Drogas
Contato: Oswaldo Saíde.
Telefones: 3477-0848 e 2440-5050.
Endereço: Estrada do Engenho Velho, 1075 - Taquara - Jacarepaguá - RJ.
CEATA - Centro de Atendimento Total ao Adolescente
Telefone: 2673-6144.
Atendimento: Quarta-feira, das 13 às 15h. Sexta-feira, das 9 às 11h.
Documentos: Certidão de nascimento, comprovante de residência e fotografia 3x4.
Endereço: Rua Correa Méier, 127. Bairro 25 de agosto - Duque de Caxias - RJ.
Fundação Leão XIII (abrigo para moradores de rua)
Contato: Alexandre.
Telefone: (21) 2564-4415.
Endereço: Higienópolis - Bonsucesso - RJ.
Abrigo para Moradores de Rua - Triagem
Telefone: (21) 2501-7806.
Endereço: Triagem - RJ.
Centro Municipal de Saúde em Duque de Caxias
Contato: Dra. Solange.
Telefone: 8811-9778.
Endereço: Ao lado do Hospital Infantil - Duque de Caxias - RJ.
3ª feira - Dra Ana Paula - de 8 às 17h.
5ª feira - Dra Ana Paula - de 13 às 17h.
6ª feira - Dra Solange - de 13 às 17h (no Hospital Duque).
AADEQ - Associação dos Amigos de Dependentes Químicos
Telefones: 2436-0672 e 2410-1278.
Endereço: Estrada Ilha de Guaratiba, 3991 - Ilha de Guaratiba.
Clínica Nise da Silveira
Telefones: (24) 3324-5997 e (24) 3323-1565.
Endereço: Rodovia Presidente Dutra, Km 282 - Barra Mansa - RJ.

Projeto Filipenses (manutenção de resultados)
Contato: Carlos Arlindo.
Telefones: (21) 2501-6572 e 2501-2854.
Fax: (21) 2218-7548.
Endereço: Rua Barão de Bom Retiro, 556/205 - Engenho Novo - RJ.Comunidade S8 (Clínica Popular para Tratamento de Dependente Químico) Direção: Elen Fontes Telefones: (21) 3395-3722 e (21) 3395-0817 Endereço: Estrada Reta do Rio Grande, 1300 - Santa Cruz - Rio de Janeiro - RJ

Associação Bom Samaritano
Telefones: (21) 2120-6030 e 9243-5666.
Endereço: Rua Lemos Cunha, 577 - RJ.
Desafio Jovem Ebenézer - Seropédica
Contato: Gil, Mauro ou Aldenir.
Telefone: (21) 3787-2964.
Local: Seropédica - RJ.
S.O.S Vida
Contato: Sueli.
Telefone: (22) 2643-4204 (das 13 às 18h).
Endereço: Igreja Metodista - Rua Raul Veiga, 150 - Centro - Cabo Frio - RJ.
Exames: Hemograma completo e Abreugrafia do pulmão.
Projeto Vida
Contato: Isaías.
Telefones: (31) 9711-5912, (33) 8812-2392 e (31) 3332-1474.
Realeza - MG.
Exames: Hemograma completo e Abreugrafia do pulmão.
Esquadrão da Vida - Nova Friburgo
Contato: Dra. Betty de Bolais e Sakiamuni.
Telefones: (22) 2522-8208, 2533-0477 e 2649-5378.
Endereço: Rua Ernesto Basilio, 48/102 - Centro - Nova Friburgo - RJ.
Site: http://www.esquadraodavida.org.br/
E-mail: info@esquadraodavida.com
Projeto Esperança
Contato: Dra. Nice e Jorge Luiz.
Telefones: (22) 3853-0009 e 9819-9339.
Endereço: Estrada Pádua, Miracema, Km 7 - Santo Antônio de Pádua - RJ
(Pegar um taxi na rodoviária de Santo Antônio de Pádua)
Esquadrão da Vida - Bauru
Contato: Edmundo Muniz e Eugênia.
Telefones: (14) 222-5076, 9772-1144 e (14) 3214-9072.
Endereço: Praça João Paulo II, sn, terminal rodoviário de Bauru, sala 49, Baurú-SP.
Projeto Kairós
Contato: Renato.
Telefone: (21) 2741-2987.
Como chegar: Rodoviária de Teresópolis. Pegar ônibus para Providência, descer na Igreja Católica Percegueiros e telefonar para a comunidade.
Carro: Seguir pela Rio-Tersópolis e entrar na BR-Além Paraíba até o Km 68,5 e entrar no bairro Persegueiros.
Esquadrão Vida - Sorocaba
Contato: Inácio Marchette.
Telefone: (15) 233-6070.
Endereço: Rua Dr. Rui Barbosa, 198 - Vila São Domingos - Sorocaba - SP.
Site: http://www.vida.org.br/
E-mail: vida@vida.org.br
Comunidade Vida Nova
Contato: Vanderson.
Telefones: (24) 2255-8877, 9964-2556 e 9841-0719.
Endereço: Walkreuse Correa Meireles 2881 - Purys (antigo Pesque e Pague) - Caixa Postal 214 - Três Rios - RS - CEP 25704-000.
Cerumu
Contato: João Bosco.
Telefones: (21) 3705-5362, 9359-7811 e 9934-6967.
Locais : São Gonçalo-RJ (triagem) Cachoeiras de Macacu-RJ (internação).
QG da Paz
Contato: Pr. Flávio Lemos.
Telefone: (21) 2699-5346.
Desafio Jovem
Contato: Pr. Carlos Roberto Pereira.
Telefones: (19) 3534-1999 e 3534-4212.
Endereço: Rua 3, n° 1780 - Centro - Rio Claro - SP - CEP 13500-162.
Site: http://www.desafiojovem.com.br/
E-mail: desafiojovem@desafiojovem.com.br
Desafio Jovem - SP
Telefone: (11) 4604-2741.
Endereço: Rod. Fernao Dias Km 62 - CPC 55 - Mairipora - SP - CEP 07600-994.
Site: http://www.desafiojovem.net/
Vale da Bênção (apoio à criança e ao adolescente)
Contato: Pr. Técio Sá.
Telefones: (11) 4136-2337 e 9956-1064.
Endereço: Rodovia Presidente Castelo Branco, Km 50.
Araçariguama - SP - CEP 18138-97.
Clínica Reviver
Contato: Pastor Fernando.
Telefones: (34) 3728-4360, (34) 8807-3344 e (34) 9943-8121.
Endereço: Muriaé - MG.
Recanto Renascer
Contato: Magali.
Telefones: (15) 3343-4197, (15) 3247-4070 e (15) 9119-0736.
Endereço: av. Jaziel Azeredo Ribeiro, 4250 - Curtume.
Votorantim - SP - CEP 18112-180.
Ponto de referência: Próximo à fábrica Dixie Toga.
Site: http://www.recantorenascer.com.br/
E-mail: contato@recantorenascer.com.br









quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Codependencia, insegurança ou medo?



Olá meus queridos!!!

Graças a Deus aqui em casa tudo permanece em paz desde que meu familiar adicto fez o tratamento com a ibogaína.

Hoje fazem 66 dias que ele está limpo e em recuperação. Agradeço a Deus por cada momento de sobriedade.
Ele segue a vida trabalhando e fazendo as terapias dando continuidade ao tratamento.
Ele também tem praticado exercícios e buscado a espiritualidade 3 vezes por semana.
Enfim, ele está super bem e em recuperação e segue com sua vida normalmente.
E por mais incrível que pareça, eu não estou em paz. O problema agora parece ser comigo, acredito que por ter vivenciado muitos traumas ao longo destes mais de 15 anos, não consigo estar plenamente em paz, apesar de tudo estar bem.
Quando o ano vai acabando e chegamos perto do natal e ano novo, vai me dando uma tristeza, uma insegurança, uma angustia... Fico relembrando todos episódios tristes que eu e minha filha passamos nestas datas festivas com a adicção ativa de meu familiar.
Por mais que a gente tente e procure estar em recuperação, não conseguimos nos livrar deste sentimento de medo e insegurança. Parece que sempre esperamos o pior acontecer.
Parece um pesadelo. Da vontade de nos isolarmos do mundo.
A codependencia nos causam sequelas as vezes irreversíveis.
É triste viver assim mesmo quando tudo esta em paz.
Na casa de minha família todos bebem, pude perceber que acabei me afastando de minha família por causa de meus medos e traumas.

Na minha cabeça eu evitando pessoas e lugares, estarei protegendo meu familiar de uma possivel recaída.
Mas sabemos que não é assim, não temos o controle sobre a vida de terceiros, e muito menos conseguimos evitar as tão temidas recaídas agindo desta forma.
A única coisa que tenho conseguido agindo desta forma, é me afastar de meus amigos e familiares.
E isto me deixa profundamente deprimida. Não gostaria de me sentir assim. Mas parece que não consigo evitar estes sentimentos.
Este mês foi nosso aniversario de 19 anos de casamento, meu esposo me chamou para jantarmos fora e eu não quis. Eu evito ao máximo sair de casa, parece que vivo tentando me isolar do mundo, colocando meu familiar em uma redoma de vidro para sua ''suposta'' proteção.

Por mais que eu tente mudar o foco de meus pensamentos e tente ocupar a mente com coisas saudáveis, o fantasma do passado parece viver me assombrando.
Esta época, era para ser de alegria e comemorações, a maioria das famílias se reúnem para se alegrar  comemorarem juntos o natal e a passagem de ano.
Infelizmente eu não consigo me sentir feliz nesta época, na realidade meu desejo é que passássemos diretamente de novembro para março depois do carnaval.
Carnaval é outro feriado que gostaria de abolir de minha vida.
Sei que não é saudável se sentir desta forma e estou consciente que preciso muito de tratamento psicológicos para deixar de ter estes traumas.
As vezes pensamos que com nossos adictos em recuperação, nossas vidas voltam a normalidade e poderemos viver felizes e em paz.
Não é tão fácil assim. A codependencia também é uma doença progressiva que necessita de eterna recuperação. Por isso nós familiares precisamos muito buscar nossa recuperação para que possamos viver uma vida Harmonica de paz.
Muitas pessoas não veem a codependencia como uma doença grave, que pode causar sérios danos a saúde do familiar adicto, muitos pensam que o ''problema'' esta somente no uso de drogas abusivo do ente querido, mas não é assim. A família adoece tanto quanto o adicto nesta problemática da adicção.
Se não nos cuidarmos, além de atrapalhar a recuperação de nossos familiares,  podemos ficar extremamente doentes e depressivos.
Continuarei buscando e lutando dia após dia pela minha recuperação.
Espero sinceramente um dia, não ter mais estes sentimentos ruins e poder desfrutar de uma paz verdadeira, espero que meu coração encontre a paz.
Apesar destes sentimentos que não posso evitar, agradeço a Deus por tudo estar em paz em meu lar.
Família, vamos nos amar mais, vamos nos colocar em primeiro lugar e nos cuidar, pois somente assim poderemos ajudar nossos familiares com assertividade.
A codependencia, também é incurável, progressiva e fatal se não for paralisada.
Mas assim como para o adicto, depende de nós a nossa recuperação e vivermos em paz.
Busquemos os grupos de ajuda e se necessário até ajuda psicológica.
Vale a pena cuidarmos de nós e de nosso bem estar e saúde. Não basta somente o adicto estar em recuperação, o familiar também precisa estar.


Mudando um pouco de assunto, o tratamento com a ibogaína tem sido cada vez mais divulgado pela mídia devido ao sucesso do índice de recuperação que chega até 80%.
Muitas pessoas se animam muito quando veem o sucesso do tratamento na grande maioria dos casos.
Gostaria de ressaltar que a ibogaína não é um milagre, muito menos a cura da ADICÇÃO.
A ibogaína é uma ferramenta a mais no auxilio a recuperação da dependência química. 
Vale a pena lembrar, que para fazer o tratamento o adicto tem que ter o real desejo de entrar em recuperação e parar com o uso da droga. Se o adicto não se comprometer a viver em recuperação após o uso da ibogaína, infelizmente o tratamento não obterá o sucesso desejado.
Tudo depende do ''querer'' do adicto.
Após o tratamento recomenda-se fazer terapias periodicamente para tratar o ''comportamento'' que leva o uso da droga na doença da adicção.
Se não houver a mudança de comportamento, dificilmente o adicto conseguirá viver em recuperação.
A adicção é uma doença muito complexa, e o uso de drogas é somente a cereja do bolo.
Fiquei sabendo de dois casos de pessoas que fizeram o tratamento com a ibogaína e logo depois voltaram a fazer o uso de drogas...
Isto mostra claramente que se o adicto não se comprometer com a recuperação, evitando lugares, hábitos e pessoas do tempo da ativa, de nada adiantara ter gasto tempo e dinheiro para fazer o tratamento.
Alguns adictos precisam ser mais conscientes de que a adicção é uma doença incurável e  não existe milagre, precisam levar a recuperação a sério e parar de brincar com a doença, que é o mesmo que brincar com a própria vida.
Por isso ressalto a minha opinião mais uma vez, se não houver acompanhamento com terapias para tratar a mudança de comportamento, que é a origem da doença, de nada adianta fazer o tratamento com a ibogaína, nem nenhum outro tipo de tratamento.
Muitas pessoas tem me mandado emails e mensagens procurado saber sobre o tratamento que meu familiar fez com a ibogaína, tenho procurado responder o mais rápido que posso.
Qualquer dúvida, me chamem no Facebook  para conversarmos melhor.
Amo todos vocês incondicionalmente.

Muita paz e serenidade a todos nós...